Colette (Sidonie-Gabrielle Colette, 1873–1954) foi uma escritora francesa, amplamente reconhecida como uma das figuras literárias mais importantes do século XX. Nascida em Saint-Sauveur-en-Puisaye, na Borgonha, Colette destacou-se por sua prosa sensível e inovadora, explorando temas como a sensualidade, a identidade feminina, a natureza e as complexidades das relações humanas. Sua carreira, marcada por ousadia e originalidade, estabeleceu-a como uma voz essencial na literatura moderna. Após separar-se de Willy, Colette passou a afirmar sua identidade literária de forma independente. Publicou obras que exploravam o desejo, a liberdade e a intimidade feminina, com destaque para La Vagabonde (1910) e Chéri (1920), este último considerado um de seus romances mais célebres. Além da literatura, Colette também se envolveu com o teatro e o jornalismo, ampliando sua presença no cenário cultural francês. Sua escrita, marcada pela delicadeza descritiva e pela força emocional, renovou a tradição romanesca ao dar voz às experiências e subjetividades femininas. Colette tornou-se um símbolo de independência e de emancipação feminina em uma época em que as mulheres ainda enfrentavam fortes restrições sociais e culturais. Sua obra influenciou gerações de escritores e pensadores, além de abrir espaço para uma literatura mais livre em relação a temas de gênero e sexualidade. O estilo refinado e a atenção ao detalhe psicológico garantiram-lhe um lugar central no cânone literário francês e mundial.